Bem Vindo!

TRANSEUNTES

Criado em abril de 2012, o grupo de pesquisa"Transeuntes: Estudos sobre performance e Teatro performativo" foi formado a partir da necessidade de artistas em ampliar os estudos sobre as intervenções performáticas nas ruas. Em parceria entre Professores e Alunos do Curso de Teatro (COTEA) da UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rei), o projeto consiste, entre outros pontos, em estudos teóricos sobre determinados autores que abordam o teatro nas ruas e em experimentações práticas que visam inserir o espectador transeunte na construção dos processos criativos, a partir das temáticas referentes às abordagens atuais. A pesquisa tem como principal objetivo investigar as propostas de estreitamento entre a cena contemporânea e o espectador transeunte nas ruas de São João Del-Rei, visando analisar a inserção do público como participante das ações performáticas, na busca de:

(...) Utilizar o ambiente urbano de maneira diferente das prescrições implícitas no projeto de quem o determinou; enfim, de dar-lhe [espectador-cidadão] a possibilidade de não assimilar, mas de reagir ativamente ao ambiente. (ARGAN, 1998, p. 219)

Os membros atuais do grupo Transeuntes são:

Professores - Ines Linke e Marcelo Rocco.

Alunos - Débora Trierweiler; Diego Souza; Diogo Rezende; Fernanda Junqueira; Gabriela Ferreira; Guilherme Soares; Halina Cordeiro; Henrique Chagas; Isabela Francisconi; Kauê Rocha; Nathan Marçal; Paula Fonseca; Rick Ribeiro; Tatiane Talita.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Terra Comunal - Marina Abramović

Terra Comunal - Marina Abramović
(texto retirado de http://terracomunal.sescsp.org.br/marina-abramovic/marina-abramovic)

A exposição retrospectiva Terra Comunal - Marina Abramović apresenta um conjunto de obras de Marina Abramović, de instalações e objetos a vídeos e registros documentais. Concentrando-se em uma série de obras que promovem a galeria como espaço para encontros possíveis, a exposição toma como premissa a relação entre as proposições artísticas e a recepção pelo público. As obras apresentadas foram marcos fundamentais na carreira de Abramović e intrínsecas à criação do Marina Abramović Institute – MAI. Ao longo da última década, Marina Abramović apresentou três performances seminais: The House with the Ocean View [A Casa com Vis- ta para o Mar] (2002), The Artist Is Present [A Artista Está Presente] (2010) e 512 Hours [512 Horas] (2014). Embora a artista tenha considerado o público como um corpo ativo desde o início da década de 1970, essas obras foram catalisadoras de uma virada na prática artística de Abramović: uma mudança na posição do público dentro de seu trabalho. Durante The House with the Ocean View, um contato visual direto entre performer e espectador foi estabelecido; em The Artist Is Present, o público foi posicionado sem hierarquia em relação à artista; e, mais tarde, em 512 Hours, o público tornou-se literalmente o corpo ativo da performance.

Os Transitory Objects for Human Use [Objetos Transitórios para Uso Humano] foram criados entre os anos 1990 e o final dos anos 2000. Esses objetos apresentam a introdução do processo dentro da prática de Marina Abramović, no qual ela convida o público a interagir com os objetos de acordo com suas instruções. Consequentemente, cada participante se conecta com a proposta da artista por meio de sua própria experiência pessoal. Isto requer que o público se mova num ritmo diferente, criando um distanciamento em relação à experiência usual dos espaços de arte ou mesmo da vida cotidiana. Leva tempo para permitir-se sentir a energia do espaço. Esses objetos, em sua maioria, são feitos inteiramente de – ou contêm – cristais, irradiadores pontuais de energia.

Um conjunto de vídeos apresenta o registro de performances de Abramović e disponibiliza um raro material de arquivo. Marina Abramović sempre gravou suas performances com o intuito de democratizar sua obra e tornar esses eventos efêmeros acessíveis ao público. Buscando uma maneira de mostrar fielmente os efeitos da duração numa performance, a artista desenvolveu um exercício constante de tentativa e erro na busca por proporcionar uma nova experiência performática através do vídeo.

Essa exposição apresenta Video Portrait Gallery [Galeria de Retratos em Vídeo], uma instalação de vídeo com catorze monitores monocanal e uma seleção de vídeos históricos que incluem suas primeiras obras da década de 1970, uma série de colaborações com seu parceiro Ulay Lay- siepen nos anos 1980, com destaque para The Lovers: Great Wall Walk [Os Amantes: Caminhada na Grande Muralha], e uma obra solo posterior. Uma prática artística que é aberta à variação, ao acaso e à diversidade vem sendo construída progressivamente por Abramović. A tentativa de viver o momento presente, o aqui-agora, é um foco claro que perpassa todas as obras apresentadas na exposição.

O grupo Transeuntes foi até o Sesc conferir e expuseram sua opinião à respeito da Mostra Comunal:
MARCELO ROCCO:
Marina Abramovic, tornou-se símbolo da performance no que concerne aos limites do corpo, à exaustão, à dilatação do tempo. Em tempos de uma sociedade de consumo em que os compartilhamentos entre as pessoas são feitos pelas aquisições de compra ou pelo poder de venda, as experimentações artísticas para além dos produtos pré-fabricados, geram outras possibilidades de identificações dos cidadãos com seus locais de origem, de passagem e de vivência. Isto salienta dispositivos de mudança e de renovação de olhares sobre a urbe (BAUMAN, 2001).

Neste sentido, e entre outras opções, a experiência passa a ser vista como uma rede simbólica de feituras que andam além dos hábitos cotidianos, cujas representações de uso são feitas pelos compartilhadores de uma vivência, e não por uma demanda pensada anteriormente às suas vontades, sem critérios claramente democráticos.

Desse modo, o tempo dilatado em uma cidade como São Paulo cria um sinal de escuta, uma parada na rotina cotidiana para um olhar interno, sincero, simples. Uma experiência que está se esgotando, uma vez que até os momentos de lazer são pasteurizados, uma vez que o silêncio está associado ao sono, ao leito, às reproduções televisivas.

A experiência em grupo, vista no tempo dilatado e no tempo presente, possibilita a formação de outros olhares sobre as coisas compartilhadas, articulando processos de feitura, além do viés de consumidores. Produzir experiências nos transforma em coprodutores de uma cultura, de maneira comunal, ou des-comunal, quando nos referimos às relações superficiais que se assustam com estes novos olhares.

Instaurar a presença como materialidade da obra, substituindo outras materialidades, tais como um quadro, é um exemplo ferrenho que a performer trás, pois ela valoriza mais a presentificação do ator que a narrativa tradicionalesca. Assim, quem quiser um desnudamento, uma troca de presenças, um encontro em silêncio, verá o artista presente, no sentido grotowskiano de desnudamento e exaustão.

Porém, muitos buscaram a performer como um sentido de status cotidiano. Colocaram-na no lugar de uma pop star (não que ela não pareça gostar), mas retiraram a sua essência de encontro para uma possibilidade de ver as excentricidades. Isto ficava claro durante a palestra, em que o cunho das perguntas do público era pautado em sua vida pessoal: “você tem medo de quê?”, “O que é a moda para você”?, “Mulher ou mito”? “Dá um dica, vai”?, “e a Lady Gaga?”

Estas sobreposições de perguntas não parecem valorizar 40 anos de trabalho, nem revelar as camadas de sua potência criativa, mas mostrar se por trás daquela artista, há um ser humano, quase um “mapa das estrelas hollywoodianas”, numa lógica de “calçada da fama”, que não parece ser o lugar.

E a performance? E o limite? Isto não parecia definitivamente, interessar. O que mostra algo maior, não apenas que o sentido da pergunta se modificou, mas que o interesse do espectador também. O que revela o poder gigantesco da massificação.

Em uma entrevista, Elis Regina disse (na década de 70) que se via cantarolando músicas que em outrora nunca faria, músicas sendo levadas a sério, quando na verdade, deveriam ser ouvidas apenas no carnaval, como uma brincadeira.

Hoje vemos que isto ampliou, e muito. E esta “brincadeira” está cada vez mais sendo levada a sério, e as perguntas que a Xuxa fazia aos seus convidados, tais como “você faz xixi agachada no ralinho do banheiro?”, está cada vez mais democratizada, expandida, hoje ao alcance de todos, porque não há nada mais democrático que a mediocridade televisiva sendo levada a todos os sabores e gostos para o restante da população. O artista precisa ter status de celebridade, caso contrário, não será levado a sério.

DIEGO SOUZA:
 A mostra Terra Comunal, para mim, foi de grande importância. A partir de algumas pesquisas sobre Marina Abramovic, pude conhecer e entender mais sobre seus trabalhos e a visita à mostra, fez com que eu pudesse aprofundar nesse universo Abramovic.
Participar de seu método foi, sem dúvidas, uma experiência única, onde pude concentrar-me em mim mesmo, sem prestar atenção em nada além do meu interior. O mais engraçado é que a duração do método foi de duas horas e, no início, achei que ficaria entediado e não conseguiria ficar até o final, porém, ao me entregar aos “exercícios” propostos esse tempo passou voando.
Um dos tópicos mais importantes a ser observado é como o artista e o público fazem parte da obra, sendo partes fundamentais da mesma.

IOLANDA DE LOURDES:
Iolanda De Lourdes Eu achei produtiva nossa ida até São Paulo pra ver a Mostra COMUNUAL por que Marina Abramovich é uma figura emblemática na performance. Seus videos já havia visto pela internet ou mesmo em outra exposição. O método que acho que não corrresponde a um método mas a uma perfomance coletiva, me fez pensar por dois lados: um deles e que conseguimos realmente para a vida rápida coditiana e durante duas horas gastamos o tempo fazendo 'nada'. O que atualmente isso se torna praticamente impossivel tendo em vista que a produção/ação está ligada ao nosso desempenho de vida. O segundoponto é que já que a Marina se preocupa tanto com o mistisismo de sua performance, não vi um certo cuidado com seus cristais incrustados nos objetos do método. Minimamente, alguém que concenhe e trabalha com cristais, sabe que eles precisam de um cuidado especial ao passar de pessoa para pessoa. Pois as energias no mesmo se muta e se limita de acordo com o contato que tem com pessoas e natureza. Quanto à palestra que ela deu, ficou muito a desejar pois mostrou muitos videos e não aprofundou em nenhum deles. A maioria das perguntas do publico foram extremamente pessoais, direcionadas à vida pessoal da artista deixando o tema 'perfomance' a desejar. A conclusão que ficou é que Marina Abramovich se limitou à sua 'grande presença' e apesar de realmente suas perfomances terem sido um marco na historia da arte, ela foi absorvida pela mídia e pelos valores padrões sociais. Acho que perdeu a força que tinha quando jovem. Agora está mais interessada em seu próprio nome do que em sua arte.

EDDER CARDOSO:
 Já conhecia algumas performances da Marina Abramovic através de vídeos e quando cheguei ao SESC não tinha ainda percebido que se tratava da mesma artista. E até então ainda pairava uma nuvem de intensa reflexão sobre o objetivo da sua arte, mas sem conseguir chegar em nenhuma conclusão.

Ao chegar ao momento do Método Abramovic, me veio ainda maior dúvida sobre o papel da arte, já que o que estávamos fazendo era fechar os olhos, nos aproximar de cristais e respirar. Por momentos me pareceu que aquilo se tratava de algum método terapêutico ou de preparação para alguma ideia de produção artística. Enfim notei que em todo momento a minha grande dúvida era a de como encarar a ideia de arte, o que é uma discussão que já passei há muito tempo e tive que passar de novo agora sobre novas perspectivas.

Em algum vídeo em exposição no SESC a artista falava uma frase como: às vezes o mais difícil de enxergar é o nada. E com isso eu comecei a realizar que minha maneira de olhar poderia ser feita com menos expectativa e menor reflexão.

Mas ao perceber o exercício de arte como algo no campo do real tive que aceitar que não apenas as perturbações psicológicas poderiam ser usadas em um experimento, mas também as físicas. O confronto do cênico com o real parece abrir possibilidades para uma nova compreensão, mas ainda pouco hábil para mim. Não me escapa a ideia ainda de que outras pessoas ao tentarem produzir algo nesse campo façam coisas muito muito naif.

Ao chegar o momento da palestra eu pré-julguei o ambiente e as pessoas e me senti super inferior em relação à compreensão artística me comparando as pessoas ao redor, ainda mais sobre as visuais ou performáticas, já que gastei grande parte dos meus estudos artísticos em assuntos de música. Com o tempo percebi que havia uma aura de endeusamento do público para com a artista e de pessoas que forçavam demonstrar compreensão maior do que se havia de existir, e me veio um sentimento de incômodo que foi muito, mas muito acentuado ao ver a plateia usando o tempo de fazer perguntas para se informar sobre a vida da artista, e não sobre o seu trabalho.

A ideia ou pelo menos a intenção de utilizar a arte tida como performance faz parte das minhas ambições hoje como pesquisador e executor de arte, e meu olhar sobre execuções artísticas agora tem uma abrangência muito maior o que me vai possibilitar agir com maior destreza na apresentação de conteúdos e alcance dos seus resultados.

SABRINA MENDES:
1.MÉTODO ABRAMOVIC
Quanto ao método da Abramovic, talvez seja interessante trabalharmos este “tempo mais lento” em alguma cena do Deus é fiel (sugiro o momento em que carregam o deus morto). Isso pode chamar a atenção do público devido a mudança brusca de um tempo acelerado para um tempo lento, além de ser uma boa prática aos atores que dificilmente trabalham a ação desacelerada. Acredito que em cena os extremos e as suas nuances tendem a enriquecer o trabalho (na voz-corpo, na iluminação, no cenário, no figurino etc).
FILIPI DIAZ:
Não sei dizer muita coisa pois não conheço o trabalho da Marina Abramović, mas gostei do que foi exposto, me impressionou a concentração exigida nas performances, a confiança dos trabalhos, o exagero físico algumas vezes apresentado (quase sempre), a presença da artista, sua entrega, enfim muitas coisas foram interessantes. Também há algumas coisas que me intrigam, que é sobre o método, não falo da sua originalidade pois não sou capaz de julgar isso, mas da sua aplicação como arte. As vezes encontrava sentido em algumas coisas e outras não... mas talvez possa ser esse o objetivo? Participei com muita vontade do método e achei super difícil me desligar, não sou do tipo; fica quieto, mas o exercício provocou sensações que ainda não haviam sido despertadas no meu corpo e nem na minha mente e isso me chamou muita a atenção. Através desse desencadear creio que posso explorar mais alguns sentidos do meu corpo para desenvolver um trabalho artístico mais crescente e desenvolver técnicas para um trabalho cênico. Foi uma boa experiência!

DIOGO REZENDE:
 Minha experiência com a Mostra Descomunal foi bem interessante! Também nunca havia ouvido falar da Marina antes, mas achei muito interessante o seu trabalho quando fui dar umas pesquisadas, e fiquei satisfeito com a palestra dela e dos assuntos que ela abordou (que ELA abordou, não os da maioria daquelas perguntas). O Método também achei interessante, mas confesso que, tirando eu quase ter dormido na hora de deitar, não senti nada de muito diferente com aqueles cristais.

TATIANE DE JESUS:
Achei legal a mostra, não conhecia nada da Marina, achei bacana ela usar quase sempre imagens fortes e uma temática ligada ao sexo e aos limites do corpo, apesar de eu achar que algumas coisas não tenham sentido algum. Em relação ao Método, achei legal, que todos tivessem que se sujeitar a 30 minutos de pausa em cada espaço diferente, foi bom pelo tempo mesmo, porque estamos numa década onde ninguém para por um longo tempo, mas não vi sentindo nos cristais, e o que senti apenas foi uma paz, mas creio que estava ligado ao fone de ouvido, não pelo efeito dos cristais.

HALINA CORDEIRO:
Achei nossa viagem bastante produtiva! Antes não entendia o trabalho da Abramovic, mas poder ver pessoalmente pelo menos uma parte de tudo o que ela já fez foi esclarecedor. Algumas coisas ainda não fazem muito sentido pra mim, como o uso dos cristais e outros objetos... Mas o Método foi importante para a percepção do corpo no espaço. Foi também uma boa experiência porque alguns, como eu, acabaram de entrar no grupo e já tivemos uma oportunidade como essa. Acredito que tenha sido bem positivo para todos!

KAUÊ ROCHA:
Tive meu primeiro contato com Marina Abramovic quando foi avisada a viagem para a Mostra. Realmente nunca tinha ouvido falar dela, e foi então que pesquisei e conheci mais sobre as performances. A viagem a Sampa e a participação no Método Abramovic só me fizeram admirar mais o trabalho dela. Ver fotos e vídeos na Internet despertavam curiosidade, mas estar num ambiente totalmente dedicado à ela e participar de algo elaborado por ela criaram novas sensações. Para mim, foi uma grande experiência. Conheci o trabalho da Marina, descobri mais sobre a essência da performance e entendi mais o grupo.


FERNANDA JUNQUEIRA:

 Conheci o trabalho da Marina um pouco antes de viajar. Pesquisei um pouco sobre as performances dela também e me interessei bastante. Achei a mostra muito interessante. Porém acabei dando mais atenção às performances antigas que estavam em vídeo do que às que estavam sendo apresentadas no local, por achá-las mais intrigantes. Quanto ao método, não aproveitei muito bem por falta desse controle da mente sobre o corpo, mas achei muito interessante e tive várias dúvidas também como, por exemplo, a questão dos cristais. No mais, achei que foi uma experiência muito produtiva.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Fé x Religião

Nome do procedimento: Fé X Religião 

Local, data e hora: Rodoviária de São João del Rei, 6 de novembro as 15 horas.
Pesquisadores envolvidos: Sebastian Junior, Júnio Carvalho, Sabrina Mendes, Rick Ribeiro, Camélia Amada, Pedro Mendonça, Luís Firmato, Matheus Way, Iolanda de Lourdes, Bernadette Macinelli.
Preparação: Foi dada a cada pesquisador, uma folha xerocada com algumas questões.
Descrição do procedimento: Como provocação para a nova pesquisa “Deus é fiel”, Iolanda propôs aos pesquisadores que fizessem entrevistas com os transeuntes que estivessem em circulação na rodoviária e em suas proximidades. A entrevista teve como finalidade buscar a proximidade com o público de uma forma direta para o esclarecimento sobre o entendimento do mesmo sobre as questões religiosas que permeiam nossa sociedade. De uma maneira geral, podemos observar um pouco entendimento sobre a diferenciação de fé e religião. O que poderia ser algo simples e etéreo, se torna em ostentação de um lugar inexistente e necessário de se alcançar.
A partir das respostas, aqui um panorama geral norteado pelas perguntas:
Você tem religião? Qual?
A maioria dos entrevistados possuíam religião e quase todos católicos.
Você acha que ela é boa pra você em que sentido?
Houve uma confusão geral nessa pergunta por que muitos não souberam responder ao certo o que a religião proporciona de bom para cada um. As respostas foram efusivas de maneira geral e perdendo o foco da questão.
Você acha que fé e religião são a mesma coisa? Por que?
Novamente as pessoas se perderam por que a maioria só conseguia atrelar a fé à religião.
Na sua religião tem coisas que você não concorda? O que?
Alguns falaram das regras que as religiões possuem mas sempre com uma certa parcimônia, já que a religião é ditadora de pensamentos e funcionalidades.
Em outras religiões existem coisas que você não concorda? O que?
Muitos falaram das cobranças financeiras indevidas feitas por algumas instituições e regras como a proibição de doação de sangue por algumas doutrinas.

De uma forma geral, os entrevistados concordam que a fé é algo necessário e confortante para a vida e não conseguiram desvincular a fé da religião. Como se o que regesse a fé do indivíduo, fosse uma instituição que dita as regras que devem ser seguidas. Como se não fosse pouco, as intuições são mantidas com dinheiro do povo. Pode se dizer que Guy Debord quando fala de uma homogeneização social em prol de um lucro financeiro maior, se encaixa perfeitamente na maioria das respostas dadas pelos indivíduos que foram entrevistados. Pois a maior parte, não soube diferenciar fé de religião.
Muitas das instituições religiosas, são empresas que visam lucro financeiro em tempo integral colocando como uma “doação” obrigatória como justificação da fé. E isso prejudica, se não poda completamente, a noção de diferença entre a crença e a instituição. A vida como mercadoria de Debord, se justifica sempre no final com o balanço financeiro onde tudo se é possível vender e ser comprado. Sua fé não mais pode ser legitimada se não houver uma instituição te impondo valores, podando ações e atitudes e visando uma edificação desse “templo” obrigatório realizador de milagres. 































Provocação para o novo espetáculo II

Jogo da verdade (Rick Ribeiro)

Em uma roda foi colocada uma garrafa, após todos recebem versículos que deveriam ser lidos e teriam uma importância sobre a pergunta que é feita durante o jogo a garrafa foi rodada a direção da boca da garrafa era a pessoa que deve responder, e a do fundo faz a pergunta mas a regra era as perguntas tinham que ter tudo a ver com os versículos, e intimidade de cada um deveria ser invadida com o intuito de arrancar mesmo as verdades constrangedoras de um pecador. Durante o jogo foi visto que as pessoas ainda tinham um pouco de receio em fazer perguntas invasivas, mas já outros não se importavam, a visão por inteira sobre o jogo, mostrou que o versículo tinha palavras fortes e muito intensa e exagerada, as pessoas se surpreendiam com os textos, várias rodadas foram feitas, primeiramente liam os versículos e depois faziam a pergunta e só após resposta que o versículo era lido para a roda inteira. Foi muito visível no jogo a questão da dificuldade da liberdade, digo coragem para perguntar tentando encontrar o podre de alguém segundo os “religiosos”, pois a respostas ainda foram muito livres.

Versículos:

Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo
De repente um anjo tocou nele e disse: "Levante-se e coma". E entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte: "Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados".
1 Reis 19:3-4


Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo providenciará um escape, para que o possam suportar. 
1 Coríntios 10:13

Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. 
Gálatas 5:19-21

Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de vocês mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo.

"Antes de formá-lo no ventre
eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei
e o designei profeta às nações".   

Tu criaste o íntimo do meu ser
e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste
de modo especial e admirável.
Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção.
O vaidoso e arrogante
chama-se zombador; ele age com extremo orgulho.
Provérbios 21:24
O Senhor dos Exércitos o planejou
para abater todo orgulho e vaidade
e humilhar todos os que têm fama na terra.
Isaías 23:9
Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos.
Filipenses 2:3
pois eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro.
2 Pedro 2:18





NÃO ADULTERARÁS.  "Assim, o que adultera com uma mulher é falto de entendimento; aquele que faz isso destrói a sua alma. Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará. Porque os ciúmes enfurecerão o marido; de maneira nenhuma perdoará no dia da vingança. Não aceitará nenhum resgate, nem se conformará por mais que aumentes os presentes."  Provérbios 6:32-35 (Almeida Corrigida Fiel)


Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;

Deus informa aos israelitas que não devem imitar as práticas malignas dos cananeus, mas devem ser cuidadosos em obedecer às leis de Deus e seguir as Suas determinações. Deus está expulsando os cananeus, não por sua idolatria, mas por suas práticas sexuais abomináveis. Na realidade, o restante do capítulo descreve quase todas as práticas malignas como pecados sexuais: relações sexuais proibidas entre membros da família, relação sexual durante o ciclo menstrual de uma mulher, homossexualidade e depravações. O restante do capítulo consiste em advertências convincentes para não serem contaminados por tais práticas. Por isso, Deus ordena no versículo 24: ‘Com nenhuma destas coisas vos contaminareis.’”

ROMANOS 1:26 ,27
26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.   

"Mas escrever-lhes que se abstenham... da prostituição" (At 15.20);

  1. "Os manjares são para o corpo, e o ventre, para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.  Fugi da prostituição... Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas  o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo" (1 Co 6.13-18);

2.                  "Mas, por causa da prostituição,  cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido" (1 Co 7.2).

3.                  "Porque as  obras da carne  são manifestas, as quais são:  prostituição, impureza, lascívia" (Gl 5.19).
4.                  "Mas a prostituição e toda impureza ou avareza nem ainda se nomeiem entre vós, como convém aos santos... Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus" (Ef 5.3-5);

5.                  “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra:  a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria" (Cl 3.5);

6.                  "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso [corpo] em santificação e honra, não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também, antes, vê-lo dissemos e testificamos.  Porque não nos chamou Deus para imundícia, mas para santificação" (1 Ts 4.3-7);

7.                  "Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está:  Sede santos, porque eu [o Senhor] sou santo" (1 Pe 1.15, 16). 





Provocação para o novo espetáculo!

Dubai Fashion Secrets (Sebastian Junior)


Moda Praia: Camélia e Junio
Apresentador: (Way): Boa noite plateia, estou aqui hoje no Dubai Fashionn Secret, para mostrar-lhe como um bom mulçumano, deve se vestir em várias ocasiões, lembrando que esse desfile respeita completamente o profeta e seus dizeres no Sagrado Alcorão, com as nossas dicas o homem e a mulher mulçumana será bem recebido e muito elegante em qualquer situação, na praia, no trabalho ou até mesmo festas que não são da sua cultura.
Começamos com a moda praia, podem entrar o 1º casal, (entram Camelia e Junio e desfilam) o homem mulçumano vem trajando uma linda bermuda praiana, camisa regata, chinelos de dedo superconfortáveis e o tradicional óculos escuros, enquanto a mulher mulçumana vem trajando sua burkha de praia, palmas pra eles.
(Quebra Leitura:) Sebastian: "E dize às crentes que baixem suas vistas e custodiem seu sexo e não mostrem seus ornamentos - exceto o que deles aparece - que estendam seus cendais sobre seus decotes. E não mostrem seus ornamentos senão a seus maridos, ou a seus pais ou aos pais de seus maridos ou a seus filhos ou aos filhos de seus maridos ou a seus irmãos ou aos filhos de seus irmãos ou aos filhos de suas irmãs ou a suas mulheres..." (Sagrado Alcorão - 24:31


Moda Country: Lucimelia e Luis
Apresentador: (Way): Vamos para o próximo casal,(entram Lucimelia e Luis) Allah deu ao homem mulçumano, a possibilidade de trajar essa linda camisa xadrez e um colete de couro, combinando com sua calça jeans, sua bota de pithon e seu chapéu típico, look que não destoa em nada da linda burkha que a nossa mulçumana esta vestida. Palmas pra eles!

(Quebra Leitura:) Sebastian: Aqui no Brasil definitivamente não há a necessidade de se enfiar dentro de um Niqab porque as pessoas não vão querer assediar uma mulher que esta decentemente trajada e vou mais longe ainda... Apenas uma saia longa e blusa longa te garantem o respeito que você almeja ter. (Khadja blogueira do blog Diário de uma esposa Quase Paquistanesa)



Moda Festa de Gala: Iolanda e Pedro
Apresentador: (Way): (Entram Iolanda e Pedro)Para um jantar com um Sheik árabe, ou uma festa tradicional de casamento, o mulçumano pode usar esse elegante terno de linho, com sapatos Louis viton, gravata e meias combinando enquanto a mulçumana veste uma linda e festiva burkha. Eles não merecem aplausos?
“Os homens são protetores das mulheres, porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e pelo o seu sustento do seu pecúlio. As boas esposas são as devotas, que guardam, na ausência (do marido), o segredo que Deus ordenou que fosse guardado. Quanto aquelas, de quem suspeitais deslealdade admoestai-as (na primeira vez), abandonai os seus leitos (na segunda vez) e castigai-as (na terceira vez); porém, se vos obedecerem, não procureis meios contra elas. Sabei que Deus é Excelso, Magnânimo. [9]”
Moda Passeio: Sabrina e Matheus
Apresentador: (Way):Seria uma alegria ver um casal mulçumano passeando pela Meca ou fazendo seus votos de amor na Medina, para ninguém cometer Haran, aconselhamos o mulçamano a usar essa bermuda cargo com essa vistosa camisa polo, combinado com seus sapatênis e um relógio de pulso, enquanto a mulçumana usa sua burkha de passeio. Aplausos!
(Quebra Leitura:) Sebastian: A estilista libanesa Aheba Zalvetti criou o “burquini”, isto é, uma mistura de burca com biquini, mas mais reservado pois cobre toda a mulher, com exceção do rosto e dos pés.
Esta criação deu uma oportunidade às mulheres para praticarem desportos e poderem ir à praia sem desrespeitarem a sua cultura.
Esta veste é composta por uma espécie de véu, uma camisola de manga comprida e calças longas. Tem um tecido muito versátil para a prática de desporto (natação, voleibol e futebol de praia).

Moda Underground: Bernadete e Riky
Apresentador: (Way): Até mesmo em ocasiões fora dos padrões islâmicos como festas de rock and roll americano, os mulçumanos devem se portar bem, afinal para conviver bem com todos estilos não é preciso somente diplomacia, mas também um vestuário adequado, (entram Bernadete e Ricky, para essa ocasião o mulçumano, pode se vestir com camisas pretas sem nomes debandas claro, com calças jeans rasgadas e com tênis tipo all stars! Enquanto a mulçumana vem vestida com sua burkha hardcore! Palmas para a tolerância entre os povos!

(Quebra Leitura:) Sebastian: O marido deve, no momento de consumar o matrimonio, colocar a mão sobre a frente de vossa esposa, mencionar o nome de Allah, e dizer: ‘ Oh Allah! Peco que me agracie com o bem que há nela, e com as virtudes que a concedeu; e me refugio em Ti do mal que houver nela e de suas mas inclinações. ‘ (Abu Daud 2/248, Ibn Majah 1/617)
Apresentador: (Way): Obrigado pela presença de vcs , Assalam-o-Aleikum e até o proximo, Dubai Fashion Secrets!

Participação na Semana Japonesa da UFSJ

Participamos da Sessão “Performatividade” comandada por Marcelo Rocco e “Dialogos (im)possíveis” pela Ines Linke que aconteceu dentro da Semana Japonesa.
Ambas sessões foram muito ricas. Na primeira foram discutidas as possibilidades da performance e das ações cênicas e artísticas dentro do contexto escolar. Cada participante levou propostas muito diferentes umas das outras. Mas todas com intuito de quebra do espaço físico da sala de aula. O que inicialmente já facilita um melhor contato com os alunos tendo em vista que sempre estão sentados e sempre estão no mesmo lugar enfileirados.
Foi muito interessante saber a proposta de cada aluno do teatro dentro das escolas através do Projeto Pibid por que isso estimula a criação de novas possibilidades para aqueles que estão dando aulas e até mesmo quem não é da licenciatura. Particularmente não conhecia nem metade dos projetos mesmo quando frequentava o Pibid. Foi bastante rico pois pude vislumbrar outras possibilidades dentro dos projetos expostos. Serviram de inspiração para a criatividade individual de cada ouvinte, acredito.
Houveram muitas discussões calorosas sobre como os professores de teatro atuam dentro da escola e como podemos fazer uma leve modificação dentro do sistema escolar rígido e frio que o Brasil possui na maioria das escolas da rede pública. Creio que o debate esclareceu muitas dúvidas à respeito da atual situação das escolas onde os alunos atualmente dão aulas e reforça o interesse de todos por um ensino democrático e com um caráter social onde todos são tratados como iguais e com as possibilidades que muitos alunos desconhecem sobre a continuidade de seus estudos.
A Sessão “ Dialogos (im)possíveis” teve como convidada a professora Heloisa Brantes Mendes, professora da UFRJ. Iolanda e Pedro apresentaram uma proposta de trabalho que estão desenvolvendo a alguns meses e foram produtivas as dicas que os ouvintes deram e principalmente o olhar especializado da professora convidada que nos mostrou outra possibilidade de um novo olhar para o trabalho que já estava sendo realizado.
Segue a proposta de trabalho desenvolvida pelos integrantes:
O corpo na rua: A experiência em fluxo criativo
Iolanda de Lourdes e Pedro Mendonça
O espaço urbano é um lugar de passagem pouco usufruído pelos transeuntes que circulam aquele meio habitual. O sujeito transita, olha, mas não vê de fato por onde passa já que é uma paisagem a qual seus olhos estão acostumados. Tendo em vista essa premissa, podemos observar a necessidade de ampliação de formas de relação com os espaços públicos, considerando que nossa sociedade caminha para um afastamento das relações com o meio físico e com o outro execrando tudo o que não é de âmbito privado.
A ideia inicial do projeto é a busca de um treinamento baseado em experimentações nas vias urbanas, sendo o mote principal a relação do corpo com os espaços oferecidos pela cidade afim de fomentar uma aproximação entre performer/espaço/transeuntes.

[...], a suspensão do curso dos pedestres como uma tentativa de efetivar as diversas relações corporais, sensitivas visa mobilizar o espectador a atentar não só para a sua presença, mas para outras pessoas, coisas, espaços ao redor da cidade em múltiplos focos de atenção. (ROCCO, M.; 2013)

Um indivíduo à ação poderá não se lembrar do que viu, nem mesmo se lembrar do que passou, mas sua modificação aconteceu no exato momento de maneira interna quando observou a obra com indiferença ou curiosidade. Quando se muda o espaço, o lugar é observado como um todo.
Com relação ao desenvolvimento do processo, o local escolhido para o experimento dará o estímulo necessário através do espaço e tudo que estiver no meio como obstáculos, sons, transeuntes. Como afirma Odette Aslan: Os movimentos são executados em relação a outrem, a um objeto, em reação ao mundo exterior; eles são motivados, em vez de serem efetuados no vazio. (Aslan, Odette 1994). Serão experimentadas/construídas ações, gestos e movimentações possíveis que fomentará um resultado cênico ainda desconhecido.
O trabalho acontece uma vez por semana, durante quarenta minutos e vinte para avaliação. É iniciado com um aquecimento a partir da necessidade dos corpos dos pesquisadores. Segue para improvisações que envolvem o contato entre ambos, para estabelecerem uma relação primeiramente entre os dois, e em seguida com o espaço.
Faz parte também da metodologia, a filmagem da ação para que as movimentações sejam registradas, para possíveis montagens futuras, e principalmente como material no qual os pesquisadores podem perceber potencialidades que poderão ter maiores investigações.


Ao final da noite, Eloisa propôs para o Urbanidades/Transeuntes e aos interessados em participar, uma performance que foi roteirizada rapidamente pela mesma. Consistia basicamente em encher garrafas de agua com bastante delicadeza mostrando o quão esse bem natural é importante e indispensável em nossas vidas. Todos que realizaram a performance e aqueles que assistiram, foram tocados pela singeleza das ações e o cuidado com o fazer cênico.