Bem Vindo!

TRANSEUNTES

Criado em abril de 2012, o grupo de pesquisa"Transeuntes: Estudos sobre performance e Teatro performativo" foi formado a partir da necessidade de artistas em ampliar os estudos sobre as intervenções performáticas nas ruas. Em parceria entre Professores e Alunos do Curso de Teatro (COTEA) da UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rei), o projeto consiste, entre outros pontos, em estudos teóricos sobre determinados autores que abordam o teatro nas ruas e em experimentações práticas que visam inserir o espectador transeunte na construção dos processos criativos, a partir das temáticas referentes às abordagens atuais. A pesquisa tem como principal objetivo investigar as propostas de estreitamento entre a cena contemporânea e o espectador transeunte nas ruas de São João Del-Rei, visando analisar a inserção do público como participante das ações performáticas, na busca de:

(...) Utilizar o ambiente urbano de maneira diferente das prescrições implícitas no projeto de quem o determinou; enfim, de dar-lhe [espectador-cidadão] a possibilidade de não assimilar, mas de reagir ativamente ao ambiente. (ARGAN, 1998, p. 219)

Os membros atuais do grupo Transeuntes são:

Professores - Ines Linke e Marcelo Rocco.

Alunos - Débora Trierweiler; Diego Souza; Diogo Rezende; Fernanda Junqueira; Gabriela Ferreira; Guilherme Soares; Halina Cordeiro; Henrique Chagas; Isabela Francisconi; Kauê Rocha; Nathan Marçal; Paula Fonseca; Rick Ribeiro; Tatiane Talita.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Provocação para o novo espetáculo!

Dubai Fashion Secrets (Sebastian Junior)


Moda Praia: Camélia e Junio
Apresentador: (Way): Boa noite plateia, estou aqui hoje no Dubai Fashionn Secret, para mostrar-lhe como um bom mulçumano, deve se vestir em várias ocasiões, lembrando que esse desfile respeita completamente o profeta e seus dizeres no Sagrado Alcorão, com as nossas dicas o homem e a mulher mulçumana será bem recebido e muito elegante em qualquer situação, na praia, no trabalho ou até mesmo festas que não são da sua cultura.
Começamos com a moda praia, podem entrar o 1º casal, (entram Camelia e Junio e desfilam) o homem mulçumano vem trajando uma linda bermuda praiana, camisa regata, chinelos de dedo superconfortáveis e o tradicional óculos escuros, enquanto a mulher mulçumana vem trajando sua burkha de praia, palmas pra eles.
(Quebra Leitura:) Sebastian: "E dize às crentes que baixem suas vistas e custodiem seu sexo e não mostrem seus ornamentos - exceto o que deles aparece - que estendam seus cendais sobre seus decotes. E não mostrem seus ornamentos senão a seus maridos, ou a seus pais ou aos pais de seus maridos ou a seus filhos ou aos filhos de seus maridos ou a seus irmãos ou aos filhos de seus irmãos ou aos filhos de suas irmãs ou a suas mulheres..." (Sagrado Alcorão - 24:31


Moda Country: Lucimelia e Luis
Apresentador: (Way): Vamos para o próximo casal,(entram Lucimelia e Luis) Allah deu ao homem mulçumano, a possibilidade de trajar essa linda camisa xadrez e um colete de couro, combinando com sua calça jeans, sua bota de pithon e seu chapéu típico, look que não destoa em nada da linda burkha que a nossa mulçumana esta vestida. Palmas pra eles!

(Quebra Leitura:) Sebastian: Aqui no Brasil definitivamente não há a necessidade de se enfiar dentro de um Niqab porque as pessoas não vão querer assediar uma mulher que esta decentemente trajada e vou mais longe ainda... Apenas uma saia longa e blusa longa te garantem o respeito que você almeja ter. (Khadja blogueira do blog Diário de uma esposa Quase Paquistanesa)



Moda Festa de Gala: Iolanda e Pedro
Apresentador: (Way): (Entram Iolanda e Pedro)Para um jantar com um Sheik árabe, ou uma festa tradicional de casamento, o mulçumano pode usar esse elegante terno de linho, com sapatos Louis viton, gravata e meias combinando enquanto a mulçumana veste uma linda e festiva burkha. Eles não merecem aplausos?
“Os homens são protetores das mulheres, porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e pelo o seu sustento do seu pecúlio. As boas esposas são as devotas, que guardam, na ausência (do marido), o segredo que Deus ordenou que fosse guardado. Quanto aquelas, de quem suspeitais deslealdade admoestai-as (na primeira vez), abandonai os seus leitos (na segunda vez) e castigai-as (na terceira vez); porém, se vos obedecerem, não procureis meios contra elas. Sabei que Deus é Excelso, Magnânimo. [9]”
Moda Passeio: Sabrina e Matheus
Apresentador: (Way):Seria uma alegria ver um casal mulçumano passeando pela Meca ou fazendo seus votos de amor na Medina, para ninguém cometer Haran, aconselhamos o mulçamano a usar essa bermuda cargo com essa vistosa camisa polo, combinado com seus sapatênis e um relógio de pulso, enquanto a mulçumana usa sua burkha de passeio. Aplausos!
(Quebra Leitura:) Sebastian: A estilista libanesa Aheba Zalvetti criou o “burquini”, isto é, uma mistura de burca com biquini, mas mais reservado pois cobre toda a mulher, com exceção do rosto e dos pés.
Esta criação deu uma oportunidade às mulheres para praticarem desportos e poderem ir à praia sem desrespeitarem a sua cultura.
Esta veste é composta por uma espécie de véu, uma camisola de manga comprida e calças longas. Tem um tecido muito versátil para a prática de desporto (natação, voleibol e futebol de praia).

Moda Underground: Bernadete e Riky
Apresentador: (Way): Até mesmo em ocasiões fora dos padrões islâmicos como festas de rock and roll americano, os mulçumanos devem se portar bem, afinal para conviver bem com todos estilos não é preciso somente diplomacia, mas também um vestuário adequado, (entram Bernadete e Ricky, para essa ocasião o mulçumano, pode se vestir com camisas pretas sem nomes debandas claro, com calças jeans rasgadas e com tênis tipo all stars! Enquanto a mulçumana vem vestida com sua burkha hardcore! Palmas para a tolerância entre os povos!

(Quebra Leitura:) Sebastian: O marido deve, no momento de consumar o matrimonio, colocar a mão sobre a frente de vossa esposa, mencionar o nome de Allah, e dizer: ‘ Oh Allah! Peco que me agracie com o bem que há nela, e com as virtudes que a concedeu; e me refugio em Ti do mal que houver nela e de suas mas inclinações. ‘ (Abu Daud 2/248, Ibn Majah 1/617)
Apresentador: (Way): Obrigado pela presença de vcs , Assalam-o-Aleikum e até o proximo, Dubai Fashion Secrets!

Participação na Semana Japonesa da UFSJ

Participamos da Sessão “Performatividade” comandada por Marcelo Rocco e “Dialogos (im)possíveis” pela Ines Linke que aconteceu dentro da Semana Japonesa.
Ambas sessões foram muito ricas. Na primeira foram discutidas as possibilidades da performance e das ações cênicas e artísticas dentro do contexto escolar. Cada participante levou propostas muito diferentes umas das outras. Mas todas com intuito de quebra do espaço físico da sala de aula. O que inicialmente já facilita um melhor contato com os alunos tendo em vista que sempre estão sentados e sempre estão no mesmo lugar enfileirados.
Foi muito interessante saber a proposta de cada aluno do teatro dentro das escolas através do Projeto Pibid por que isso estimula a criação de novas possibilidades para aqueles que estão dando aulas e até mesmo quem não é da licenciatura. Particularmente não conhecia nem metade dos projetos mesmo quando frequentava o Pibid. Foi bastante rico pois pude vislumbrar outras possibilidades dentro dos projetos expostos. Serviram de inspiração para a criatividade individual de cada ouvinte, acredito.
Houveram muitas discussões calorosas sobre como os professores de teatro atuam dentro da escola e como podemos fazer uma leve modificação dentro do sistema escolar rígido e frio que o Brasil possui na maioria das escolas da rede pública. Creio que o debate esclareceu muitas dúvidas à respeito da atual situação das escolas onde os alunos atualmente dão aulas e reforça o interesse de todos por um ensino democrático e com um caráter social onde todos são tratados como iguais e com as possibilidades que muitos alunos desconhecem sobre a continuidade de seus estudos.
A Sessão “ Dialogos (im)possíveis” teve como convidada a professora Heloisa Brantes Mendes, professora da UFRJ. Iolanda e Pedro apresentaram uma proposta de trabalho que estão desenvolvendo a alguns meses e foram produtivas as dicas que os ouvintes deram e principalmente o olhar especializado da professora convidada que nos mostrou outra possibilidade de um novo olhar para o trabalho que já estava sendo realizado.
Segue a proposta de trabalho desenvolvida pelos integrantes:
O corpo na rua: A experiência em fluxo criativo
Iolanda de Lourdes e Pedro Mendonça
O espaço urbano é um lugar de passagem pouco usufruído pelos transeuntes que circulam aquele meio habitual. O sujeito transita, olha, mas não vê de fato por onde passa já que é uma paisagem a qual seus olhos estão acostumados. Tendo em vista essa premissa, podemos observar a necessidade de ampliação de formas de relação com os espaços públicos, considerando que nossa sociedade caminha para um afastamento das relações com o meio físico e com o outro execrando tudo o que não é de âmbito privado.
A ideia inicial do projeto é a busca de um treinamento baseado em experimentações nas vias urbanas, sendo o mote principal a relação do corpo com os espaços oferecidos pela cidade afim de fomentar uma aproximação entre performer/espaço/transeuntes.

[...], a suspensão do curso dos pedestres como uma tentativa de efetivar as diversas relações corporais, sensitivas visa mobilizar o espectador a atentar não só para a sua presença, mas para outras pessoas, coisas, espaços ao redor da cidade em múltiplos focos de atenção. (ROCCO, M.; 2013)

Um indivíduo à ação poderá não se lembrar do que viu, nem mesmo se lembrar do que passou, mas sua modificação aconteceu no exato momento de maneira interna quando observou a obra com indiferença ou curiosidade. Quando se muda o espaço, o lugar é observado como um todo.
Com relação ao desenvolvimento do processo, o local escolhido para o experimento dará o estímulo necessário através do espaço e tudo que estiver no meio como obstáculos, sons, transeuntes. Como afirma Odette Aslan: Os movimentos são executados em relação a outrem, a um objeto, em reação ao mundo exterior; eles são motivados, em vez de serem efetuados no vazio. (Aslan, Odette 1994). Serão experimentadas/construídas ações, gestos e movimentações possíveis que fomentará um resultado cênico ainda desconhecido.
O trabalho acontece uma vez por semana, durante quarenta minutos e vinte para avaliação. É iniciado com um aquecimento a partir da necessidade dos corpos dos pesquisadores. Segue para improvisações que envolvem o contato entre ambos, para estabelecerem uma relação primeiramente entre os dois, e em seguida com o espaço.
Faz parte também da metodologia, a filmagem da ação para que as movimentações sejam registradas, para possíveis montagens futuras, e principalmente como material no qual os pesquisadores podem perceber potencialidades que poderão ter maiores investigações.


Ao final da noite, Eloisa propôs para o Urbanidades/Transeuntes e aos interessados em participar, uma performance que foi roteirizada rapidamente pela mesma. Consistia basicamente em encher garrafas de agua com bastante delicadeza mostrando o quão esse bem natural é importante e indispensável em nossas vidas. Todos que realizaram a performance e aqueles que assistiram, foram tocados pela singeleza das ações e o cuidado com o fazer cênico.

domingo, 2 de novembro de 2014

Resumo da atividade - IMERSÃO TEXTUAL - 28.10.2014 (segunda-feira) 13h00

Imersão Textual

            Os encontros oficiais do ““Transeuntes – Grupo de Estudos em Performance” acontecem sempre ás quintas-feiras. Ensaios extras, reuniões de produção e extraordinárias são marcadas a partir das demandas. Este foi o caso da discussão teórica ocorrida na última segunda-feira.                            
              O trabalho de pesquisa do grupo é pautado tanto nas experimentações práticas quanto nas leituras dos referenciais teóricos, e na relaçãos dessas duas frentes. E ultimamente identificou-se uma necessidade, na maioria dos integrantes, em levantar reflexões a partir das leituras condizentes com os interesses do grupo. Entre os textos escolhidos privilegiou-se àqueles que de algum modo dialogam com os pensamentos do grupo sobre a performance e a cena contemporânea e os que podem contribuir com os eixos temáticos deste ano. Os livros e artigos foram divididos entre os pesquisadores que deveriam ler e levantar questões a partir de suas leituras. As plataformas para as apresentações eram livres. Nas falas de vinte minutos podia-se criar apresentações tipo “Power Point” ou até mesmo apontar considerações baseando-se em uma escrita. Assim  o fez Ines Linke, que dividiu com Marcelo Rocco as impressões sobre o livro Invenção do Cotidiano de Michel de Certeau.
            Entre os apontamentos da professora estão o modo como o autor relativiza a noção de verdade oferecendo a ideia de pluralidade do real. E de que forma é possível inventar o cotidiano a partir do nosso fazer. Para Ines o historiador valoriza as manualidades, criatividade e inteligência das pessoas comuns reforçando a lógica da micro existência de onde pode-se questionar os saberes hierarquizados dando espaço para os saberes comuns e cotidianos que podem favorecer o que ele chama de arte sutil. A fala de Marcelo Rocco também questiona os lugares de poder.
            Tendo em base a segunda parte do livro, que já fora estudado para sua tese de mestrado, Marcelo apontou para as críticas do francês sobre como quem produzia passou apenas a consumir e lembrou que o autor considerava a televisão perigosa já que alimenta essa máxima. Lembrou, citando uma cena do filme Cronicamente Inviável de Sérgio Bianchi, que só é possível pensar os lugares de poder por que queremos estar no lugar daqueles que dominam. Rocco reforçou que para Michel o poder só existe porque existe também esta relação “entre” as partes envolvidas.
            Sabrina Mendes, Iolanda de Lourdes e Lucimélia Romão dividiram a leitura de A Sociedade do Espetáculo de Guy Debord. Esta última trouxe uma leitura de Patrice Pavis que ajudou a diferenciar o uso da palavra espetáculo no livro para seu uso no teatro. Iolanda comentou sobre como a sociedade criticada por Debord valoriza o “ter” em detrimento do “ser”. Para ele o que “aparece” é “bom” e o que é “bom” não “aparece”. Discorreu sobre a inacessibilidade dos modelos e padrões propostos e alertou sobre uma possível “proletarização” do mundo. Sabrina trouxe suas impressões sobre a realidade inexistente fora do espetáculo e mostrou vídeos que exemplificavam sua fala. Foram apontada nesta apresentação a necessidade de maior contextualização das leituras e exemplos.
            Júnio de Carvalho, Camélia Amada Guedez e Rick Ribeiro leram um capitulo de O Teatro Pós-dramático de Hans-Thies Lehmann que fala sobre a performance. A apresentação foi feita pelos dois primeiros já que Rick Ribeiro se atrasou. Eles falaram sobre como na performance valoriza-se o processo, as possibilidades de utilização do corpo e a presença. Falaram ainda sobre como o público dá significado ao que está vendo e como esta linguagem aborda uma estética integrativa de um vivente.
Eu, Luís Firmato, trouxe minhas impressões sobre a leitura de Renato Cohen em seu Performance como Linguagem: Criação de um Tempo-Espaço de Experimentação. Nele o intuito do autor “[...] é o de analisar a chamada ‘arte da performance’, estabelecendo suas relações com o teatro e outras artes (COHEN, 1989, p.25).” Para fazê-lo Cohen primeira estabelece uma lista de conceitos sobre a performance. Entre eles figuram o fato de ser uma expressão cênica, a relação entre espaço e tempo. Sua hibridez e por conter em si um atuante, um texto e o público. Faz um apanhado sobre as possíveis raízes da performance e discorre sobre a linguagem e suas características. Entre elas o fato de não se estruturar numa forma aristotélica, seu caráter multifragmentada, a ruptura com a representação o uso de espaços não habitualmente utilizáveis e a crítica á arte instituída. Reforcei a necessidade de lermos o texto com grande atenção já que algumas considerações podem ser datadas. Ines apontou sobre o risco das definições e rotulações construídas no texto até em forma de tabelas, porém como bem disse Marcelo Rocco fatos que não tiram a importância da obra, primeiro texto a traçar o caminho da performance no Brasil.
Sebastian Júnior e Pedro Mendonça leram textos diferentes de Josette Ferrál. O primeiro falou sobre o artigo Por uma poética da performatividade: o teatro performativo. Ele foi alertado sobre o perigo de estabelecer uma relação entre a “quebra” Brechtiana e a performance já que nesta última não existe quebra pela ausência de um discurso aristotélico. Falou-se sobre a importância do processo e de que modo ele reflete no produto. Fomos convidados pela professora Ines em seus comentários a não racionalizar tudo quando em processo de criação.
Pedro traduziu do inglês um texto da autora publicado no livro Archaeologies of Presence – Art, Performance and the Persistence of Being  ainda não lançado no país. Nele a autora discorre sobre as diferentes instâncias da presença. Pedro utilizou exemplos com um integrante para falar da presença que para a autora vai além da puramente física.
Matheus Correa trouxe alguns apontamentos sobre o a Encenação Performativa de Antônio Araújo.
Logo após as apresentações aconteceu uma discussão e foram feitos comentários sobre os textos e as interpretações do pesquisadores. Marcelo reforçou a necessidade de lermos todos os textos e Ines sobre mantermos o modelo de experimentações que antecedem a leitura teórica. Foi unânime o reconhecimento dos benefícios da imersão e acordou-se que ela deve se tornar uma prática pelo menos bimestral.

Luís Lebre
Referência Bibliográficas
CERTEAU, Michel de. A Invenção do cotidiano: artes de fazer. Petrópolis: Vozes,1994.
COHEN, Renato. Performance como linguagem: criação de um tempo-espaço de experimentação. São Paulo: Editora Perspectiva, 1989.
DEBORD, Guy. A Sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro, Contraponto, 1997.
FÉRAL, Josette. Por uma poética da performatividade: o teatro performativo. In: Sala Preta Revista de Artes Cênicas, n. 8, ECA/USP, p. 197-209. São Paulo: PPG Artes Cênicas – ECA/USP, 2008.
FÉRAL, Josette. Chapter 2: How To Define Presence Effects GIANNACHI, Gabriella, Org. Archaeologies of Presence – Art, Performance and the Persistence of Being. Routledge, 2012.
LEHMANN, Hans-Thies. Teatro pós-dramático. Tradução de Pedro Süssekind. São Paulo: Cosac Naify, 2007. 440 p.